20100124

rory o'sullivan

Rethink Scholarship at Langara 2010 Call for Entries from Rory O'Sullivan on Vimeo.


veio daqui

20100111

Sam Kerr



on debutart

20091030

Lauro Dérmio

Lauro D

20091014

Ahahah!

20090911

video

20090907

chuta

20090902

e deus criou a mulher

criou, sim senhor

20090817

Design gráfico: tabelas de preços

Pronto, é brasileiro... mas está fixe! :D

20090619

anúncio

E neste anúncio do carga de trabalhos lá estava, no final:

“Os interessados deverão enviar
- Curriculum Vitae e protefólio (obrigatórios);”

20090529

hi

20090412

Vasco Pulido Valente

no Público de hoje

Um leitor deste jornal, médico em Braga, assistiu "estupefacto" à minha oposição a uma iniciativa tão útil e tão nobre como a campanha contra a obesidade. E ficou, sobretudo, "indignado" que me passasse pela cabeça "pôr em causa" o trabalho dos beneméritos que se esforçam por "combater esse flagelo" e por incutir nos portugueses - desde a infância - as virtudes de uma vida saudável. O leitor está enganado.Um leitor deste jornal, médico em Braga, assistiu "estupefacto" à minha oposição a uma iniciativa tão útil e tão nobre como a campanha contra a obesidade. E ficou, sobretudo, "indignado" que me passasse pela cabeça "pôr em causa" o trabalho dos beneméritos que se esforçam por "combater esse flagelo" e por incutir nos portugueses - desde a infância - as virtudes de uma vida saudável. O leitor está enganado. Não diminuo ou critico o esforço de quem profissionalmente se empenha em evitar a obesidade alheia (que, de facto, está na origem de muitas doenças), nem recebi das cadeias de fast food qualquer suborno para defender a sua horripilante comida. Mas convém distinguir entre a persuasão e a intimidação e, prevenindo o público, não o forçar com qualquer espécie de campanhas, principalmente patrocinadas pelo Estado, a adoptar um modelo particular de homem.
A diferença entre mim e o leitor de Braga é a de que o leitor de Braga parece não dar muita importância ao que chama, com certo desprezo, a "presumível liberdade" do indivíduo, que para mim constitui o fundamento absoluto de uma existência com alguma alegria e alguma nobreza - e não peço desculpa pela palavra. Cada indivíduo deve ser dono do seu corpo, desde que, evidentemente, não prejudique o próximo. Ninguém tem a obrigação de ser um espécimen em bom funcionamento, destinado a trabalhar com assiduidade e zelo e a durar até a uma extrema e duvidosa velhice. Esse "ideal", de resto, não se recomenda pela sua origem e levou no seu tempo a horrores, que o leitor de Braga não quer com certeza repetir.
O prazer de comer e de beber (álcool), o prazer do tabaco e outros prazeres que não vale a pena mencionar (como o do sal no pão) são prazeres que se pagam. E que, além disso, como lembra o leitor de Braga, gastam dinheiro ao contribuinte e desperdiçam, em última análise, "recursos médicos". Mas não é aceitável que uma sociedade tente trocar os benefícios do SNS pela autonomia e a privacidade do cidadão; ou que pretenda regular o comportamento dos seus membros, mesmo numa área à superfície tão inócua como a saúde. Antigamente, a Igreja julgava saber o que era necessário à nossa alma, com os resultados que se conhecem. O Estado e a medicina julgam hoje saber o que é necessário ao nosso conforto e felicidade física, com resultados cada vez mais claramente intoleráveis. O leitor de Braga que me desculpe: não me apanham nesse mundo perfeito.

20090409

george

george

20090401

capuchinho vermelho

20090327

Ella

20090314

sem palavras

http://www.webpagesthatsuck.com/worst-web-sites-of-2008.html

20090313

Verbo procrastinar

Na 2ª pessoa do plural

procrastinais
procrastinastes
procrastináveis
procrastináreis
procrastinareis
procrastinaríeis
procrastineis
procrastinásseis
procrastinardes
procrastinardes
procrastinai!

procrastinando
procrastinado

(Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito do Indicativo, Pretérito Imperfeito do Indicativo, Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo, Futuro do indicativo, Condicional, Presente do C0njuntivo, Imperfeito do Conjuntivo, Futuro do Conjuntivo, Infinitivo Pessoal, Imperativo, Gerúndio, Particípio Passado)

Os ingleses (esses que deviam mas era go to the whore who gave them birth) procrastinaram a parte de dotar a língua de complexidade, e ficaram-se por:

procrastinate, procrastinated, procrastinating

20090309

Miguel Esteves Cardoso

MEC, no Público de hoje

“Como meio-inglês, há coisas que me irritam. Sendo sempre adepto da Apple e dos Macs, agoniza-me quando os portugueses pronunciam "éple" ou (os que têm a mania) "eiple". Quando me dizem que desprezam os que dizem "éple" porque sabem que é "eiple", a minha única reacção é sugerir que se casem, porque foram feitos uns para os outros, comungando da mesma ignorância.
"Apple" diz-se como "sável" e "Mac" não se diz como o meu acrónimo, MEC, mas "maque". Quantas vezes, ao telefone, ao falar do meu maque da ápal, não fui entendido? Todas. Corrigiam-me logo: "Ah, tem um meque, da épal." Ou, tratando-se de pessoal erudito ou do Norte, "um meique da eiple".
Bem sei que estes embirranços são sinais do avanço de idade e que a intolerância fonética é um atentado à linguística. Mesmo assim, tenho pena que os portugueses - tão ansiosos de pronunciar bem - digam "épi" em vez de "happy" e "da" em vez de "the", só porque não se dão ao pequeno trabalho de aspirar o H e de sibilar à cobra, de língua colada aos dentes, o "thhhhuh". O meu teste, para as crianças que queiram aprender como se pronuncia o inglês de Inglaterra, começa com a distinção da tia, Aunt ("Aumhnt") e da formiga Ant ("Ánte") e da dança Dance ("Dáhne-se") do adjectivo para a densidade, dense ("Dên-se"). O á e o agá são abertos e aspirados, se fizerem favor. Os ás são ás e os és são és. Não é assim tão difícil, já que é igualzinho em português. Imagine-se dizer, em vez de "água", "égua" ou "eigua" e fica tudo explicado.”

Lobo Antunes

Em Os Cus de Judas

“Esperavas-me, Sofia, e nunca houve entre nós quaisquer palavras, porque tu entendias a minha angústia de homem, a minha angústia carregada de ódio de homem só, a indignação que a minha cobardia provocava em mim, a minha submissa aceitação da violência e da guerra que os senhores de Lisboa me impuseram, entendias as minhas desesperadas carícias e a ternura medrosa que te dava, e os teus braços desciam-me lentamente ao longo das costas, sem zanga nem sarcasmo, subiam e desciam lentamente ao longo do suor gelado dos meus flancos, apertavam-me devagar a cabeça contra o teu ombro redondo, e eu tinha a certeza, Sofia, que sorrias no escuro o calado e misterioso riso das mulheres quando os homens se tornam de súbito meninos e se lhes entregam como filhos desprotegidos e frágeis, exaustos de lutarem dentro de si mesmos contra o que de si mesmos os revolta.”

20090128

Joguem

scriball